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Quando o relacionamento acaba e você perde o chão (e o Wi-Fi da alma)

Atualizado: 1 de mai.

Você já se sentiu como se tivesse levado um tombo da alma depois de um término?

Como se o amor tivesse puxado o tapete e deixado você ali, no frio do chão emocional, sem saber o que fazer com tanto vazio?

Essa crônica é pra você, que já viveu (ou está vivendo) o fim de um relacionamento e se pergunta como se reconstrói quando o outro vai embora — e parece que leva junto o seu eixo, seu brilho, sua fé no amor.



O fim que ninguém nos ensina a viver

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Ninguém nos ensina a terminar.

O script da vida parece preparado só para o “felizes para sempre”.

Mas, e quando o “pra sempre” dura só até a próxima crise?

Aí você fica ali, encarando o teto, tentando entender como uma história cheia de promessas virou silêncio no WhatsApp.

E o pior: ninguém posta sobre isso nos stories.


Quando o luto é da alma


Freud, o pai da psicanálise, dizia que:


“Devemos aceitar a dor da perda como parte inevitável da vida psíquica.”

E mesmo que ele tenha razão, a dor do término parece uma daquelas perdas que a gente não treinou pra sentir. Ela dói onde nem sabíamos que tínhamos corpo.

É como se você perdesse não só o outro, mas partes suas que existiam só na relação.

Você olha no espelho e não se reconhece.

A falta vira identidade provisória.

O encontro com os próprios fantasmas

Jung nos lembra:

“Aquilo que não enfrentamos em nós mesmos, encontraremos como destino.”

Talvez seja por isso que, depois do fim, tudo o que foi evitado vem à tona. Medos, traumas, memórias, carências. O outro se foi, mas os seus fantasmas ficaram — e agora querem conversa.

A potência de existir e a chance de renascer


Conforme Espinoza:

“A tristeza diminui a nossa potência de existir.”

E é exatamente isso que acontece.

Você sente que sua luz apagou, que seus dias são versões cinzas do que foram.

Mas é nessa diminuição que nasce a possibilidade do novo.

A dor, quando é olhada de frente, vira transformação.


O chão que você perdeu pode virar solo fértil


Na análise, a dor encontra palavras.

O vazio encontra sentido.

Você começa a perceber o que era amor — e o que era só medo de perder.

Aos poucos, vai descobrindo quem você é sem o outro. E, mais importante: quem você quer ser daqui pra frente.

O Wi-Fi da alma reconecta.

E você percebe que o amor não acabou.

Ele só mudou de forma — e agora começa com você.

Quer reconstruir esse chão que te faltou?

A análise é o espaço onde sua história se ressignifica.

Vem caminhar comigo nessa travessia simbólica e profunda.

Danielle Cassimiro | Psicanalista Integrativa

Te ajudo a transformar o fim em início — com acolhimento, significado e alma.

Mineiros -GO 24/04/2025


 
 
 

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