
Quando o relacionamento acaba e você perde o chão (e o Wi-Fi da alma)
- Danielle Cassimiro
- 24 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 1 de mai.
Você já se sentiu como se tivesse levado um tombo da alma depois de um término?
Como se o amor tivesse puxado o tapete e deixado você ali, no frio do chão emocional, sem saber o que fazer com tanto vazio?
Essa crônica é pra você, que já viveu (ou está vivendo) o fim de um relacionamento e se pergunta como se reconstrói quando o outro vai embora — e parece que leva junto o seu eixo, seu brilho, sua fé no amor.
O fim que ninguém nos ensina a viver

Ninguém nos ensina a terminar.
O script da vida parece preparado só para o “felizes para sempre”.
Mas, e quando o “pra sempre” dura só até a próxima crise?
Aí você fica ali, encarando o teto, tentando entender como uma história cheia de promessas virou silêncio no WhatsApp.
E o pior: ninguém posta sobre isso nos stories.
Quando o luto é da alma
Freud, o pai da psicanálise, dizia que:
“Devemos aceitar a dor da perda como parte inevitável da vida psíquica.”
E mesmo que ele tenha razão, a dor do término parece uma daquelas perdas que a gente não treinou pra sentir. Ela dói onde nem sabíamos que tínhamos corpo.
É como se você perdesse não só o outro, mas partes suas que existiam só na relação.
Você olha no espelho e não se reconhece.
A falta vira identidade provisória.
O encontro com os próprios fantasmas
Jung nos lembra:
“Aquilo que não enfrentamos em nós mesmos, encontraremos como destino.”
Talvez seja por isso que, depois do fim, tudo o que foi evitado vem à tona. Medos, traumas, memórias, carências. O outro se foi, mas os seus fantasmas ficaram — e agora querem conversa.
A potência de existir e a chance de renascer
Conforme Espinoza:
“A tristeza diminui a nossa potência de existir.”
E é exatamente isso que acontece.
Você sente que sua luz apagou, que seus dias são versões cinzas do que foram.
Mas é nessa diminuição que nasce a possibilidade do novo.
A dor, quando é olhada de frente, vira transformação.
O chão que você perdeu pode virar solo fértil
Na análise, a dor encontra palavras.
O vazio encontra sentido.
Você começa a perceber o que era amor — e o que era só medo de perder.
Aos poucos, vai descobrindo quem você é sem o outro. E, mais importante: quem você quer ser daqui pra frente.
O Wi-Fi da alma reconecta.
E você percebe que o amor não acabou.
Ele só mudou de forma — e agora começa com você.
Quer reconstruir esse chão que te faltou?
A análise é o espaço onde sua história se ressignifica.
Vem caminhar comigo nessa travessia simbólica e profunda.
Danielle Cassimiro | Psicanalista Integrativa
Te ajudo a transformar o fim em início — com acolhimento, significado e alma.
Mineiros -GO 24/04/2025
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